Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005

A SACANICE ASSASSINA

capt.sge.ofd30.151205002547.photo00.photo.default-265x380[1].jpg

Tendo em consideração a honradez deste post, não acrescento muito mais a este "bilhete postal". Até porque, como no futebol, um "autogolo" merece, para quem tem coração e fair-play, mais pena solidária com o infeliz automarcador do que euforia comemorativa pelo que avança no marcador (como aqui se diz, em lamento pela desgraça que a todos nos toca).

Como fecho: Soares já ganhou, uma vez, por causa de uma sacanice com que lhe deram na cabeça na Marinha Grande, agora lixou-nos ("encavacou-nos") com uma sacanice televisiva que lhe veio das entranhas de homem que confirmou não ser de bem.

Soares? Nunca Mais!
publicado por João Tunes às 15:52
link | comentar | favorito

MUTILADAS E OFENDIDAS

afro.jpg

O Eugénio Costa Almeida levantou, e muito bem, a sua voz contra a barbaridade da prática da mutilação genital feminina que agride, física, psicológica e culturalmente, 6.000 meninas por dia em todo o mundo.
[Do ponto de vista cultural, o nosso eurocentrismo judaico-cristão ainda tem dificuldade em lidar com esta realidade, tanto que ainda é vulgar falar-se - pudicamente? condescendentemente? - de “excisão” quando se trata de uma realíssima mutilação.]

Para se entender melhor os aspectos desta prática tradicional bárbara (usada sobretudo entre populações islamizadas), recomendo a leitura do trabalho de Mafalda Santos e Paulo Matos (licenciados em Comunicação Social e pós-graduados em Criminologia) apresentado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e disponível aqui.

Este trabalho inclui uma interessante entrevista com o Prof. Jorge Cabral (advogado, professor universitário e director do Instituto de Criminologia da mesma Universidade). Este académico fez a guerra colonial, como alferes miliciano, na Guiné-Bissau. E, então, teve a oportunidade de, coisa raríssima entre homens, assistir a uma cerimónia de mutilação genital feminina. Transcrevemos um excerto dessa entrevista:

- Qual foi o tipo de excisão a que assistiu?
- Foi a mais simples, foi a ablação do clítoris.

- Em que condições foi feita?
- As condições eram más... mas estavam várias miúdas para fazer a cerimónia. A cerimónia só tinha mulheres, a rapariga... era uma miudita de onze anos talvez... estava amarrada, era evidente que gritava, gritava bastante e era uma mulher mais velha que fez o corte para a ablação do clítoris.

- Com que objecto?
- Com uma faca e sem quaisquer condições de higiene, aliás, como era feita a circuncisão dos miúdos. Era feita com uma faca ou com uma lâmina.

- Como é que foi feita a abordagem, como é que se proporcionou a hipótese de ver uma excisão?
- Eu estava numa situação muito privilegiada, primeiro porque eu era chefe daquilo tudo, segundo porque estava só com soldados africanos e com população africana, cada soldado tinha as suas três mulheres, não sei quantos filhos, de maneira que eu era, pelo menos a um nível simbólico, uma espécie de chefe. Nesse sentido, por curiosidade, falei com mulheres, não falei com homens, e disse que estaria interessado. Primeiro negaram, disseram que os homens não podiam assistir e eu lá expliquei, lá entreguei dinheiro e lá consegui. A cerimónia não é feita na aldeia, é feita fora da aldeia.

- Porquê?
- Porque mesmo entre eles é dotado de algum secretismo, é uma cerimónia que tem alguma coisa de religioso por isso mesmo não é feita na aldeia, é feita na floresta. A rapariga não sabia como era. Há simultaneamente medo mas algum orgulho porque significa uma passagem para uma idade adulta, por isso há essa duplicidade, penso eu, ao nível das miúdas que têm medo, é evidente, porque as outras também já contaram como foi e que vão sofrer muito, mas ao mesmo tempo... se calhar é como usar o primeiro sutiã. Há efectivamente um certo orgulho.

- Qual é a posição dos homens em relação à excisão?
- Os homens concordam até porque eles não aceitam para mulher alguém que não seja excisada. Dentro da própria comunidade uma rapariga que não tenha passado pela excisão, dificilmente arranjará marido. Uma rapariga que não tenha feito a excisão é uma criança por isso elas submetem-se para evitarem a exclusão. Não podemos generalizar e falar da mulher africana porque mesmo na Guiné não são todas as etnias que fazem a excisão. Normalmente são os islamizados. Há excisões muito mais gravosas principalmente na Somália, na Etiópia. Há outro tipo de excisão, já agora. É uma excisão que se faz em Angola, eu ainda estou a começar a estudar isso, é uma excisão ao contrário, serve para mulher ter mais prazer durante o acto sexual. Ainda não vi nada disso escrito, li isso num romance. Já perguntei a várias angolanas e elas não sabem nada mas é uma excisão para dar mais prazer à mulher, não é como a outra. Não é a ablação do clítoris, é como um “desembaraçar” do clítoris e também é feita na pré-adolescência, aos 12, 13 anos.

- A maior parte das pessoas é contra esta prática porque é uma violação dos direitos humanos...
- Sim, embora isso hoje seja muito discutível. Há uma posição radical que diz que isto ofende os direitos humanos mas há vozes autorizadas que a defendem e eu já tive a oportunidade de assistir a uma conferência, creio que há três anos, em Valência, em que um professor dizia “O que é que nós temos a ver com isso?! Isso é um valor cultural, porque é que nós estamos sempre a ver de uma perspectiva europeia, europocêntrica o problema?”. Por isso há vozes que discordam desta luta contra a mutilação sexual.

- Mas hoje em dia há organizações e outras pessoas que trabalham no terreno, no sentido de dissuadirem as mulheres a praticar este tipo de ritual.
- Pode ter o efeito contrário, não é?!, se é proibido...

- O isolamento destas tribos torna muito mais difícil o acesso a qualquer alteração na mentalidade destas pessoas?
- Será muito difícil. Se nós defendêssemos sempre os mesmo valores culturais não havia evolução. É precisamente a mesma coisa, os chineses partiam os pés às crianças, os aztecas apertavam os olhos, o meu avô tomava banho uma vez por mês... quer dizer esses são valores culturais. As coisas alteram-se.
publicado por João Tunes às 12:36
link | comentar | favorito
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

MAIS UM BEDUÍNO A AMEAÇAR LEVANTAR A TENDA

jzb81].jpg

O que se está a passar na Auto Europa demonstra quanto é frágil a realidade industrial dos dias de hoje. E, nessa realidade, a contingência que baliza a reinvidicação operária.

O fenómeno não é novo (sim, é claro, pode haver quem só tenha descoberto a globalização há pouco tempo, mas ela existe desde que o capital existe, pelo menos desde que “deixou de ter pátria” e que lhe foi vício adquirido na nascença). Estávamos habituados a ver o abre aqui e fecha acolá, seguido do fecha aqui e abre acolá, nos têxteis e lanifícios, nas confecções de vestuário, na montagem electrónica, no fabrico de sapatos, na produção de acessórios. Ou seja, pequenas ou médias filiais que aqui só se tinham instalado pelos salários baixíssimos. As dimensões e o equipamento eram propícios aos movimentos das empresas com “tendas de beduínos” espalhadas mundo fora. Com a Auto Europa, o caso muda de figura, a dimensão e importância nas exportações e no emprego são de escala perturbante.

Há poucos meses, os baixos custos de produção (mercê dos baixos salários relativos) em Palmela, serviram como factor de chantagem numa fábrica da VW na Alemanha. Os operários alemães foram obrigados a cederem para terem emprego para a produção de um novo modelo da marca. Em Portugal, ficou-se á espreita, na expectativa egoísta de que os operários alemães não cederiam, ficassem descalços e a produção caísse em Palmela pelos baixos salários portugueses. Temos aí o efeito de ricochete. Se os ambicionados aumentos salariais (sem dúvida, justos e merecidos) pretendidos pelos trabalhadores de Palmela vingassem, a Auto Europa, diz o patronato, perde as suas “vantagens competitivas” não perante o mercado mas perante as outras filiais do grupo.

Está armada a tenda. Para mais, com o acrescento de uma crise na representatividade operária. Trabalhadores a negarem o pré-acordo defendido pela Comissão de Trabalhadores. Sindicatos à bulha uns com os outros. Conflitos de legitimidade de representação negocial entre a Comissão de Trabalhadores e os Sindicatos. E, como se isto não bastasse, um estúpido de um ministro da Economia a intrometer-se e a aumentar o granel e a incrementar a chantagem patronal, como se fosse decente tomar partido no conflito laboral.

O caso da Auto Europa demonstra a fragilidade da movimentação e organização operária perante a forma como os grandes empresários, sem pátria e cada vez mais voláteis na ligação às empresas (a que muitas vezes só os prende os momentos altos da cotação bolsista), gerem os efeitos da globalização, maximizando lucros ao momento. Enquanto as grandes empresas e as grandes marcas pensam mundial, os sindicatozinhos pensam em escala caseira, em cultura de chafarica. Depois, resta-lhes ceder ou ver levantar a tenda. E um dia destes, alguém me há-de explicar o que é e para que serve essa coisa da CES – Confederação Europeia dos Sindicatos (de que fazem parte a UGT e a CGTP).
publicado por João Tunes às 12:01
link | comentar | ver comentários (1) | favorito

PAUSA (MÍSTICA?)

capt.sge.lim41.061205001916.photo00.photo.default-284x380[1].jpg

Sem me meter na via sacra, direi que acredito cada um arrastar um corpo e uma alma. Um e outra vivendo em comunhão, quando não em descomunhão, enquanto por aqui andamos, entre os outros, amarrados à mesma forma duplicada de se viver. Um agarrado à outra, ambos finitos e a compasso, como prevejo revelar-se ou confirmar-se na hora do último minuto - a antecâmara da descida ao escuro irreverso. Crença minha. Não desejando a tremenda decepção de confirmar, tarde demais, que uma das partes tem vigor egoisticamente eterno e, nessa vaidade, ser capaz de romper a solidariedade com o seu camarada e metade.

O corpo é coisa de se ter juízo, com treino e bom trato adequado. E quando ao corpo se dá mau trato, que seja coisa que dê gozo na alma, porque caso contrário é mero desperdício.

Quanto á alma, a coisa fia mais fino. A gaja não é nada fácil de com ela lidar, muito menos de a controlar. E tem a tendência exasperante de estar sempre a fugir-nos, querendo voar sozinha, remetendo-nos uma vida inteira ao stress da ansiedade de a querer agarrar.

Por isso, num homem ou numa mulher, os seus corpos servem sobretudo como montra para lhes ler a alma. A maioria das vezes, uma montra de enganos. E será por estar sempre a enganar e a fugir que, num homem ou numa mulher, o melhor, quando não é o pior, é a sua alma.
publicado por João Tunes às 00:28
link | comentar | ver comentários (2) | favorito
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

LEMBRETE

luisfiliperocha[1].jpg

Um excelente texto do realizador Luís Filipe Rocha sobre o último volume da biografia política sobre Álvaro Cunhal da autoria de José Pacheco Pereira - aqui.
publicado por João Tunes às 18:56
link | comentar | ver comentários (3) | favorito

NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO LOPES-GRAÇA

reg_interno_FLG.JPG

Comemora-se agora o centenário do nascimento do genial compositor e exímio maestro Fernando Lopes-Graça, um dos maiores patrimónios da cultura portuguesa. Que, a par de Vianna da Mota e Freitas Branco, é uma referência maior em genialidade portuguesa, totalmente insólita, na música erudita. Pois que nós, os portugueses, sempre fomos mais dados para as coisas ligeiras e a fugir para o ligueirinho. Sabe-se, música para o portugês e para a portuguesa que se preze, é assim uma raspadinha para bater palminhas (em música emitamos o cow-boy: este é rápido a puxar a pistola; nós – logo que se oiça música ou musiquinha – desatamos a acompanhá-la com o compasso das palminhas).

Já disse aqui, quanto me honrou a amizade pessoal que desfrutei com Lopes-Graça (para os amigos, ele era, apenas, o Graça). O compositor e maestro era uma figura peculiar como pessoa. Homem de cultura “integral”, era, simultaneamente, além de sábio, um homem de empenho colectivo na luta contra o fascismo e um artista e homem solitário. Tudo lhe interessava, tudo lia, tudo ouvia, tudo via, tudo sabia. As circunstâncias levaram-me até ao seu convívio – calhou estar casado com uma senhora que era “mezzo-soprano” no Coro da Academia dos Amadores de Música (que ele dirigia), acompanhando regularmente os seus concertos pelo país fora, e ser amigo pessoal de um casal seu amigo e seu vizinho, em que aboletava amiúde, no prédio onde o maestro era condómino, no seu apartamento solitário, na Parede. Ele habitava o seu espaço privado onde compunha, lia e estudava, e quando se cansava de estar sozinho, descia para o andar do casal vizinho que o apoiava, e aí desopilava em convívio solto e em conversas longas, sempre interessantes e exigentes, em que os temas deslizavam entre a cultura e a política. Muito aprendi com ele, sobretudo sobre cinema (era um cinéfilo compulsivo) e literatura, também sobre leninismo porque Lopes-Graça tinha memorizado e integrado criticamente toda a obra de Vladmir Ilitch (era um militante empenhado do PCP). Depois, quando as pautas de música lhe apelavam ao ouvido, saía sorrateiro direito ao seu refúgio para tratar do seu mister maior.

Lopes-Graça era também um castiço e um homem peculiar. Quando os médicos lhe mandaram reduzir o consumo de tabaco, ele passou a praticar a contenção de partir ao meio os cigarros sem filtro, fumando as metades mas ... de seguida, metade a seguir a metade (dizendo que obedecia á ordem médica, reduzindo o consumo de cigarros para ... metade). Gostava de bom vinho e boa culinária. Era, afinal, um homem simples e amante da qualidade e da arte. Quase sem laços de família e cujos afectos se concentravam nos amigos e nos componentes do Coro que ele dirigia [era com eles que comemorava os seus aniversários e quadras festivas]. Com um feitio complicado, birrento muitas vezes, próprio dos artistas sujeitos ao stress da criatividade e aos delírios da exigência artística [lembro-me de como desancava, sem dó nem piedade, no Zé Mário Branco e em Zeca Afonso (quando ouviu o “Grândola, Vila Morena” pela primeira vez, antes do 25 A, atirou-se ao ar pelo primarismo de preguiça musical que lhe atribuíu), por entender que eles pouco se esforçavam por trabalharem e evoluírem musicalmente; mas, entretanto, era um fanático pela música dos Beatles].

O génio de Lopes-Graça explicará a sua exigência qualitativa que em tudo colocava. Militante comunista desde a sua juventude (que, além do mais, o levou a ser ostracizado pela família), nunca pactuou com o “zdanovismo” que campeou no PCP nas décadas de quarenta e cinquenta. Contra Cunhal e contra António José Saraiva, entre outros próceres do arrocho do conteúdo utilitário em cima da forma, arrostou contra todas as exclusões, incompreensões e suspeitas, sujeitando-se à solidão partidária entre os “seus” (que durou anos a fio e lhe deixou, para sempre, um lastro de amargura), nunca abdicando do primado da qualidade e da liberdade estéticas [aliás, foi Cunhal que, mais tarde, se autocriticou e emendou a mão relativamente à fase - em que Cunhal foi mais “zdanovista” que Zdanov - de imposição partidária de uma corrente estética na arte e destinada a defender, apenas e explicitamente, as “causas do povo”, tentando fundir arte e propaganda].

Finalmente, neste testemunho de recordação e enorme saudade pelo Mestre, refiro que o aspecto mais curioso e mais paradoxal da minha longa amizade e convívio com Lopes-Graça, é que, com ele, eu estava incapacitado de falar sobre música (sobre isso, só o ouvia a ele e às suas obras). Porque, entre os muitos talentos em que sou um zero, a expressão pela música é o meu zero maior (embora me julgue de ouvido atento e exigente). [Para que se compreenda a minha azelhice na expressão musical, digo que estou proibido pela família de cantar sequer o “Parabéns a Você” quando, a um dos nossos, calha aniversário e chega o bolo com as velinhas (desafino tanto que, se tentar cantar, consigo deafinar todos os outros) e, quando chega o momento da cantoria, os outros cantam, eu mexo os lábios, sem permitir que saía pinga de som, desforrando-me a bater palmas com força ritmada quando o aniversariante sopra nas velas. Porque a bater palmas, como bom e genuíno português, consigo não desafinar.]
publicado por João Tunes às 18:18
link | comentar | ver comentários (1) | favorito

HÁ QUE ALEGRAR OS INDECISOS

SCIOPERO.jpg

“Alegre confirma-se como o segundo candidato mais votado, superando Soares, com 16,2% das intenções de voto, a duas semanas do arranque oficial da campanha.
Cavaco mantém a primeira posição, com 57,8% e Mário Soares a terceira, com 14,8%. Estas são as projecções de uma sondagem da Marktest para o DN e TSF, hoje divulgada.
Apesar dos apelos à desistência de altos dirigentes do PS, o candidato Manuel Alegre confirma assim a razão de ser e o espaço da sua candidatura, bem como a capacidade de mobilização transversal e intergeracional, com destaque para os jovens.
Os números apontam para uma subida dos indecisos, que chegam a 21,6%, contrariando a tendência normal de diminuição com a aproximação das eleições. É esta agora a grande tarefa da candidatura de Manuel Alegre: demonstrar que é possível disputar eleições e mudar a política, a partir do apoio dos cidadãos, sem qualquer máquina partidária por trás, em nome da verdade, da liberdade e do amor a Portugal.”
publicado por João Tunes às 15:33
link | comentar | ver comentários (2) | favorito

O CULTO DO EMPALHADO

soares.palha[1].jpg

Como legenda a esta foto, um dos autores do blogue mais sectário e mais anti-alegre, competindo em inflamação com os seus blogo-colegas, tenta assustar tudo e todos com esta legenda: “Imaginem o Cavaco quando este Homem lhe aparecer pela frente”, em prenúncio de grito de claque ultra para o debate de hoje à noite.

Por respeito, não falo em sandeirice. Direi apenas, condescendente, que triste é o espectáculo de ver alguém delirar de entusiasmo perante um “homem de palha”.

Quem te viu e quem te vê, Soares. Em vez de te respeitarem e estimarem na reforma política, usam-te como se fosses um espantalho de feira. Sei que o fazes voluntariamente e com gosto. A ti, pelo que a democracia que temos te deve, tudo desculpamos, sem que isso implique sentirmo-nos obrigados a premiar, sequer aturar, cada uma e todas as excentricidades. Mas cuida-te, os que te dão corda ao ego remanescente e excitado, não te merecem.
publicado por João Tunes às 15:23
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

VARIANTE (*)

mario_soares.0[1].jpg

“O afundamento da candidatura de Mário Soares - que era previsível e que as últimas sondagens eleitorais iludem - são produto exclusivo da sua inconsistência, do carácter errático da sua linha política e da fragilidade dos seus apoios. Mas entendo que não faz nenhum sentido qualquer tentativa de a humilhar, muito menos, por parte da candidatura de Manuel Alegre. Quanto mais não seja, em caso de 2ª volta, Manuel Alegre precisa dos votos de Soares, pelo que são de evitar todos os factores que possam causar ressentimento entre os seus apoiantes.”

(*) – A este post.
publicado por João Tunes às 22:58
link | comentar | ver comentários (1) | favorito

UM PEDIDO NO MUNDO VIRTUAL

maos.JPG

"Amanhã não vou poder estar na Trindade para confraternizar com o Presidente Poeta. Os motivos de impedimento são particulares (...). E na onda da solidariedade, esta é a minha prioridade para amanhã, estando com os mais carenciados, os mais frágeis, os que mais precisam de um braço de apoio. Esta é, afinal, a minha modesta forma de ser socialista."

"Gostava de estar com Alegre amanhã. Não para ficar no retrato. Apenas para tentar passar-lhe um pouco de calor, pouco - porque individual - mas bom porque vindo directamente do coração da esperança, de quem acredita nele porque acredita na cidadania e resiste a não perder a fé num Portugal de cidadãos. Acreditando, também e sempre, que a poesia não é um defeito, muito menos num cidadão português de mérito como é cada um que ama a liberdade."

"Sei que vais lá estar. Posso pedir-te que repliques o teu abraço a Alegre, repetindo-o pela minha parte? Fico no convencimento que me vais fazer esse favor, mesmo que torças o nariz sobre o mérito de te merecer forçar-te ao “exibicionismo” (que até pode ser mal interpretado) de, amanhã, na Trindade, dares dois abraços a Alegre."

(mensagem via e-mail)
publicado por João Tunes às 22:36
link | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. HONRA A GARY COOPER

. Efeméride ao cair do pano

. E VÃO DOIS, QUE DOIS

. AFINAL…

. DESABAFO MASOQUISTA

. Bom fim-de-semana

. CHE E AS MAMAS DA VIZINHA

. AINDA (SEMPRE) MÁRIO PINT...

. CAMILA VAI PARA A TROPA

.arquivos

. Setembro 2007

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds