Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

ABRAÇOS E BEIJINHOS

abr_bjs.JPG

Os portugueses e as portuguesas, miúdos e miúdas, jovens, maduros e maduras, entradotes e entradotas, gastos e gastas, desaprenderam de terminar mensagem ou telefonema que não seja com um abraço ou um beijo (ou beijinho). Foram banidas as despedidas do género “até à próxima”, “até à vista”, “até depois” ou coisa que faça este género. Cada vez mais frios, secos, formais e distantes no trato pessoal, a pender para a indiferença (se não der para a risada) quando o vizinho, ao nosso lado, tropeça no degrau da escada, compensamos este arrefecimento da nossa condição mediterrânica com a sofreguidão beijoqueira e de abraços aos molhos, quando temos e gozamos a distância impessoal que nos dá um telemóvel ou um e-mail.

Imagine-se o que seria este país se todas as promessas e ameaças de beijos e abraços prometidos na comunicação à distância, se traduzissem em actos de proximidade. É isso: seríamos, por milagre, um povo de gentes só felizes. Insuportável, portanto. Vale-nos que são só ameaças virtuais e por aí nos ficamos.
publicado por João Tunes às 16:03
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De Ana a 12 de Janeiro de 2006 às 16:10
Para esse efeito, em mensagens escritas, já há um neologismo: ABREIJOS.


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. HONRA A GARY COOPER

. Efeméride ao cair do pano

. E VÃO DOIS, QUE DOIS

. AFINAL…

. DESABAFO MASOQUISTA

. Bom fim-de-semana

. CHE E AS MAMAS DA VIZINHA

. AINDA (SEMPRE) MÁRIO PINT...

. CAMILA VAI PARA A TROPA

.arquivos

. Setembro 2007

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds