Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

DERROTA DO CAVAQUISMO AO ALCANCE DE UMA MÃO COM LUVA DE PUNHO VESTIDA

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Pois, é certo, não se trata, por muito que isso pareça, de derrotar Cavaco. A esse, não é preciso derrotar, basta que haja bolo-rei a preceito (mais para o género “bolo inglês”) para lhe lubrificar o movimento da mandíbula inferior sem que a cereja cristalizada se lhe atravesse na laringe ou na faringe. O problema não é Cavaco, é a corte "cavaquista", escondida atrás do reposteiro, pronta a entrar em cena, a do cifrão agora com sinal "euro". Essa gajada dos subsídios, das sinecuras, do contra-Estado á espera da ajuda do Estado, do mercado do desemprego, das empreitadas e dos banquetes de banqueiros que, tal como hienas à coca, querem abocanhar Belém para, a partir dali, se entenderem com Sócrates e fazerem um "tratado de Tordesilhas" de interesses – batata ao Pina Moura, batata ao Millenium, etc e tal. Ou, então, descartando o descartável, conseguirem a unanimidade totalitária direitista em todos os palcos, dando ao País a novidade política regressiva da volta à velharia política em que económico e político sejam uma e mesmíssima coisa, gerida por um contabilista especialista em contas.

Os 52,4% de Cavaco (do "cavaquismo") mostram que está ao alcance da mão fechada de punho vestido, forçá-lo à segunda volta (e o pânico da “segunda” é tão evidente que nos comícios de Cavaco já só se grita “à primeira, à primeira”) e aí batê-lo, batê-los, mostrando que Abril não morreu. Porque o "cavaquismo" sabe que, numa "segunda" contra um candidato que erga o povo de esquerda, ele, Cavaco e "cavaquistas", só podem perder, voltando a perder. E as mesmas sondagens, tal como todas as sondagens, indicam quem pode bater Cavaco na “segunda”, num cenário bipolarizador. Quem é que pode erguer o "povo de Abril" contra o restauracionismo "cavaquista". Quem nos pode restituir a energia cidadã, assumindo-nos como autores responsáveis do nosso futuro. Seria pedagogia paternalista minha dizer o nome da alternativa real e combativa para derrotar, mais que Cavaco, a peste do "cavaquismo". Mas, sempre confesso, só não o digo por saber que já o disse.
publicado por João Tunes às 22:51
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5 comentários:
De Joo a 13 de Janeiro de 2006 às 15:49
Oxalá vc acerte (e eu, mais os necessários) a 22. Abraço( sem "guiness")..


De Ana a 13 de Janeiro de 2006 às 15:40
Sou muito diferente daquele outro: eu tenho dúvidas, ai tantas, tantas dúvidas e engano-me...só às vezes.
Também acerto, quando calha.


De Joo a 13 de Janeiro de 2006 às 15:27
E oxalá, Ana, raramente se engane...


De Ana a 13 de Janeiro de 2006 às 13:41
Não poderia ter exposto com maior clareza.
Se eu fosse aprendiz de jornalista queria-o a si, João, para meu mestre. Não faltou nenhum elemento para deixar claro quão importante será a 2ª volta.
E nem precisa de dizer qual seria a alternativa séria a essa maleita do cavaquismo. Eu não tenho dúvidas.


De Carlos Gil a 13 de Janeiro de 2006 às 02:04
excelente! tá tudo aí!


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