Quinta-feira, 2 de Março de 2006

A GRANDE NÓDOA NAS VIAGENS DE SAMPAIO

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O Raimundo Narciso fez uma oportuna nota de humor sobre o afã de despedida de Jorge Sampaio.

Mas, entre tanta viagem, tanta visita e agora tanta despedida, vai sobrar uma grande nódoa – em dois mandatos, Jorge Sampaio não fez uma única visita à Guiné-Bissau (o único país de língua portuguesa que Sampaio nunca visitou). E, neste país, pobre e desvalido, fala-se (ainda) algum português. E os portugueses estiveram lá (alguns até combateram e outros morreram mesmo lá) uns séculos bem aviados. Não trataram grande coisa daquela terra e daquelas gentes, verdade se diga, mas estiveram lá e muitos portugueses ainda têm fortes raízes de memória e amor por aquela terra, sobretudo por aquelas gentes. São pobres? Pois são. E além de pobres, no que se distinguirão dos timorenses, nunca deram lugar a uma choradeira nacional de lenços e vestidos brancos nem lençóis estendidos nas sacadas? Então é isso?
publicado por João Tunes às 11:24
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9 comentários:
De JN a 3 de Março de 2006 às 20:49
Pois é. Essa é uma nódoa que não sairá mais. Mas a Guiné é assim. Cheira mal, para alguns!


De Ana a 3 de Março de 2006 às 18:09
Amigo João, não está a provocar-me com o apetite dos algarvios perante os figos ?
Sou algarvia, sou. E a Tia Maria José também é. Já trabalhei bem perto dela e conheço. Com o tio Jorge nunca fui tida nem achada. Mas a gente aqui não fala desses assuntos senão para dizer que ele podia ter lá ido, à Guiné, exceptuando à terra de canibais.
Aí nem eu, que sou Maria Ninguém...


De Joo a 2 de Março de 2006 às 22:51
Muito bem, Ana, muito bem. Saíu-se explendidamente da enrascada ardilosamente montada. Parabens. Mas como sei que tem uma simpatia especial pela Maria Zé (eu também, eu também) sempre lhe digo que se havia moldura humana onde ela ficava bem enquadrada seria entre os balantas, onde passava por pequenina, até portátil. Talvez esteja aí a chave para explicar porque Sampaio não foi à Guiné - no meio dos balantas, se a grandeza da Maria Zé se tornava minorca como se ia sentir ele, o Jorge? É que eu mantenho uma dúvida que me dilacera- não tem sido o embaraço perante a grandeza da Maria Zé que leva o Jorge a fazer discursos sem fim com uma pulsão compensatória para nunca os terminar evitando, finda a cerimónia, que tenha de levantar o pescoço para olhar a longa testa da consorte? Mas nem isso explica tudo (nada explica tudo). Sampaio podia ir a Bafatá e Gabú e demais terras fulas e mandigas (etnias com pequenos portes) e aí até ele faria figura de calmeirão. No norte da Guiné, em terra de felupes, já não direi o mesmo - eles afiam os dentes segundo a sua tradição étnico-canibal e podia dar-lhes para o apetite próprio dos algarvios perante os figos, papando-os, e até (ou sobretudo) a Maria Zé marchava (chapéu e tudo o mais) e que bem lhes saberia. E com que cara o Jorge voltava a dizer que tinha doado a primeira dama à cooperação com os CPLP?


De ana a 2 de Março de 2006 às 18:21
João, voltando ao assunto, a sério, acho mal que Sampaio nunca tenha visitado a Guiné. Não faço disso segredo, nem me demito de opinar sempre que me apetece. Se há ex-colónia a que muitos Portugueses se sentem ligados, por memória do passado, é à Guiné, onde a guerra foi duríssima (não o é em toda a parte, dura e estúpida ?) e onde tantas vidas se perderam. Por ser um País pobre não era razão para não ser visitado.
E, acredite, Alegre não pregou no deserto - muitos o escutaram.


De cristina a 2 de Março de 2006 às 16:34
o que me ri...pronto, resigno-me à condição de esquecida, sem ressentimentos:)))


De Joo a 2 de Março de 2006 às 15:19
A ideia feita e as voltas com ela impediu que a Ana comentasse se acha bem ou mal, ou assim-assim, que Sampaio, em dez anos como PR, nunca tenha visitado a Guiné-Bissau? Um problema da cidadania também julgo ser esse - com o tanto tempo gasto a lidar com fantasmas ou suas figurações, não nos sobra depois verbe para a opinião e a intervenção. Será que Alegre andou a pregar para o deserto?


De Joo a 2 de Março de 2006 às 15:11
Cristina, de "caixas de comentários", pouco sei. Da outra "caixa", da CGD, ainda menos. E entre uma "caixa" e outra, ainda prefiro esta. Reparando bem, acho que esta do "lembrar-se de mim?" é assim a modos que um penduricalho que o "sapo" aqui pôs, coisa inócua, só para dar um toque sentimental ao falar e refalar. E, a ser assim, nem mal me parece. Não se amofine com coisa pouca, senão gasta-se e não sobra para as coisas muitas.


De Ana a 2 de Março de 2006 às 14:55
Ai que susto, o que eu pensei que era a nódoa...
Só não podia ser porque o João é uma pessoa delicadíssima, nunca diria nem insinuaria o que me veio à mente.
O assunto é sério e eu, ao ler apenas o título, comecei com desvarios. Que Deus, ela e o costureiro me perdoem...


De cristina a 2 de Março de 2006 às 12:29
bem lembrado, mal esquecido.
já agora, porque é que esta caixa de comentários me pergunta se se deve lembrar de mim, para depois se esquecer?????:)que coisa...


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