Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

TROCO GAIVOTA POR AVIÃO

gaivota[1].jpg

Tenho uma blogo-amiga que gostava de ser … gaivota. Invejando-lhe, à gaivota, esta faculdade: “Tantos locais que eu iria visitar !”. Gostei da imagem e da vontade imaginada. Tanto que me lembrou, não sei porquê, uma tal Ermelinda Duarte que já não lembro o que fez ou faz na vida. Ah, já sei, cantava quando cantar era uso e, entretanto, se deixou de cantorias que o tempo, o mau tempo, já não recomendam.

Cara Ana, não há bela sem senão. E que vida triste, com preço alto, não seria essa de consumir a vida a comer peixe, só peixe, para dar proteínas à força dos voos?

Proponho alternativa: o avião. Tem asas, leva-nos a (quase) todo o lado e não corremos o risco de, numa feia manhã, descobrirmos que as primeiras escamas estão a crescer-nos no corpo. Os aviões caem e caem muito? Pois caem. Mas as gaivotas também, não é? [quem gosta de passear por um areal marinho numa manhã deserta de banhistas, sabe do que falo]

Finalize-se: cada qual com seu gosto. E haja deus ou quem suas vezes fizer. Porque o mais importante, concordo, é mesmo voar.
publicado por João Tunes às 14:34
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5 comentários:
De Joo a 3 de Fevereiro de 2006 às 13:17
Combinado, Ana.


De ana a 3 de Fevereiro de 2006 às 10:23
Compre o livro e, se não lhe provocar um boa risada solta de vez em quando, eu, Ana, devolvo-lhe o custo, já que aqui o influenciei ao gasto.
Depois conte, com toda a sua sinceridade, o que se passou durante a leitura.


De Joo a 1 de Fevereiro de 2006 às 23:52
Não sou fan do Sepúlveda, porque acho que tende a facilitar, encurralando-se, encurralando-nos, no estereótipo político, simplificando até chegar ao "menú do dia"das dicotomias. Mas reconheço que escreve bem e depressa, e uma vez ou outra até sai escrita limpa e desafiante. No entanto, tenho um aspecto importante de cumplicidade com Sepúlveda - o seu amor por Gijón, apetecendo-me, várias vezes, um dia vir a ser seu vizinho. Não li nem tenho o livro que fala a Ana. Mas não perco o acicate, vou comprá-lo para o ler. Depois falamos. Obrigado pela recomendação.


De Ana a 1 de Fevereiro de 2006 às 16:23
Voltei à carga, pelo que peço desculpa.
Mas a gaivota a criar escamas, de tanto comer peixe, fez-me lembrar o livro de que é co-autor o Luis Sepulveda, "Os piores contos dos irmãos Grimm", que me fez rir com coisas sérias, até dizer basta...
Tem por lá umas cenas, de frenesim de escamas e penas, deslumbrantes de humor.


De Ana a 1 de Fevereiro de 2006 às 15:56
Desconcertada, é como eu fico, João. Blogo-amigo, eu também vou de avião, quando é possível. E ainda me lembro de quando a Ermelinda Duarte cantava. E também gosto de praia com gaivotas, nas manhãs soalheiras de inverno e gosto do verbo ir e...obrigada pela atenção de me dar atenção.


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