Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006

POETA QUE NÃO SE ABATE NEM SE MONTA

alegre_lusa[1].jpg

Não é fácil varrer para baixo do tapete a voz da rebeldia.

Vai ter muitos rancores de canivete e alguidar. De surdina, que essa gente usa luvas na língua, até quando usa faca para a afiar. Só que a maioria deles, os rancores dos medíocres, pela cobardia do despeito, vão bater nas costas do sobretudo do poeta e misturarem-se aos restos do pelo de cão perdidos nos nichos dos corredores com manjedoura ao fundo, lá onde os jumentos comem a sua palha de hábito e proveito. Muitos ditos e efeitos fáceis treinados em jogos de salão e de tasca, virão por aí. Mas não rimam, por nada valerem.

Ele, Manuel Alegre, ameaça continuar a incomodar, baralhando jogos pré-marcados. Sobretudo dos que pediam o regresso do Buda em andor passadista para alimentarem a cavaqueira e, afinal, feitas as contas, levaram com o Poeta e os nossos votos nos focinhos.

Assim continuando, continuas, Manuel, a ser o Presidente da nossa Rebeldia. E os machados, rombos por tentarem cortar-nos as raízes das causas vindas do pensamento, continuam a mandar mas sem nos cortarem nem a ponta de um chavelho. Se temos os cornos rijos, não há burro que se nos chegue. Adiante!
publicado por João Tunes às 17:02
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