Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2006

DIALOGUEMOS ENTÃO

rosA.JPG

Se soubesse caricaturar, fazia aqui uma, metia o barbaças de turbante à maneira, um bocado de toucinho pendurado á entrada de uma madrassa e mais, sei lá, um porco espinho a fugir com um “corão” agarrado às patinhas. Coisas assim e de pior jaez. Mas não sei caricaturar. Nem sequer desenhar direito um simples vaso com flores. Não pelas flores, que de flores sei eu (falem sempre comigo, quando quiserem falar de flores, ai que tenho tanto para vos dizer) mas o raio do vaso sai-me sempre torto e fora da esquadria. E sendo assim, o problema não é meu nem das flores, é do vaso.

Mas se de caricaturas não sei, sei de outras coisas. Uma tantas sabidas, outras aprendidas, mais umas tantas para descobrir. Por exemplo, sei do corpo e das suas dores, mais dos seus prazeres e dos tropeços em tão árduos caminhos, os das dores e os dos prazeres, sobretudo quando se juntam. E não só do corpo, também do desejo. Mais ainda, da gestão (intuitiva) entre o corpo e o desejo. E, exactamente por isso, é que eu topo bem os marialvas, os da tusa afiada, os “coleccionistas de damas”, falando dos cristãos cá da nossa banda. Mas também topo essa vossa treta de terem, com acordo do Profeta (o vosso), não sei quantas mulheres. É falta de tusa, ó meus! O Profeta deixou-vos, como herança, o fanico instrumental. Dar ao coco, dando ao corpo e à imaginação, ter tusa criativa, é coisa para monogâmico, homem de uma só mulher, descobrir-lhe com o tempo as rugas, aprendendo-as e gostando-as com os dedos e a ternura, sabendo juntar-lhe sabedoria e o prazer infindo de descoberta, sentir em vez do tédio do “mesmo corpo de companhia” um corpo sempre a descobrir. E deixá-las ser parceiras activas no jogo simétrico, dando-lhes foral de guerreiras, consentindo-as como piratas se para aí lhes der na telha. Vocês não, abocanham (compram) equipas de três, quatro ou cinco parceiras, fixam-lhe escala, burocratizando a descoberta e antes de irem para a cama passam pelo talho. Resumindo: na vossa herança de Maohmé, quem não é eunuco o mais que consegue, na cama, é ser um performante da preguiça! Por muito que se fanatizem, de tristes não passam. Estão feitos. Podem meter bombas, construir bombas atómicas, disparar rajadas para o ar, queimar bandeiras, saquear, mas de tristes não passam se não quiserem passar.
publicado por João Tunes às 00:10
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4 comentários:
De Jose Albergaria a 16 de Fevereiro de 2006 às 11:32
Caro João,

Se bem entendo, pelas horas dos teus post's, estás quase profissional da blogesfera e... com que qualidade!

Ainda a sarares as feridas da tua "deriva" (é escrito com ternura e não com acinte) Alegrista, vejo que o Islão e o Profeta te invadiram a pena e a escrita.

Estou de acordo com quase todas as abordagens que tens feito sobre o tema da liberdade, da intolerância religiosa ( a de lá e a de cá) da qualidade da nossa civilização, dos nossos valores e etc.

Mas não estou tão certo, quanto tu, em relação aos perigos reais da barbárie islâmica, para a Europa ( a que, geograficamente, começa em Istambul e deixa para trás o Mar Negro e o Cáspio e tudo que se encontra a Nordeste).

O dossier que o Expresso trouxe, recentemente,sobre o Islão e, sobretudo, o notável texto do Padre Carreira das Neves, professor de Teologia, jubilado da Católica, sobre o "TEXTO" que é o Corão - trouxe-me apreeensões acrescidas.

Para os seguidores do Profeta Maomé - só há um TEXTO e nele está lá TUDO (ou quase nada) - o que torna a deriva teocrática do Irão e dos grupos fundamentalistas (Irmãos Muçulmanos, Al Qaeda, Hamas e tuti quanti)algo de muito perigoso. No Islão não há textos alternativos para poderem produzir leituras diversas e ou plurais.

Este é um problema incontornável.

Os conservadores americanos propõem um confronto de civilizações...Zapatero propõe um diálogo de civilizações...Em que ficamos? O que fazer (recuperamos o Vladimir? Acho que não é para aqui chanado.)

A emergência do Islão no Ocidente, por via das emigrações (Inglaterra, Alemanha, Holanda, França, Espanha)são, no meu entender, algo de muito preocupante.

Os seguidores do Islão não se integram, não se deixam assimilar. Nesse particular são semitas. (e, como os filhos da casa de David também nunca fora assimilados. A história demonstra tal feito à saciedade.)Ao contrário, nestas nossas metrópoles ocidentais e europeias começam já a ter seguidores (e não são poucos!). Veja-se o caso da jovem belga (creio não me equivocar na nacionalidade) convertida ao Islão e que se fez explodir num atentado contra civis.

É por tudo isto que o debate (que está em banho Maria) da adesão da Turquia islámica à UE é duma importãncia ímpar e não deve ser remetida para lógicas economicistas e de peso político no concerto das nações e no "diálogo" UE/USA.

É sempre estimulante ler-te e interpelar-te.

Um abraço.

Zé Albergaria

PS - Respondi ao teu post de Janeiro. Atrasadérrimo, mas respondi.


De Joo a 7 de Fevereiro de 2006 às 00:45
Mangusso????


De th a 6 de Fevereiro de 2006 às 18:53
Não resisto...lol esta é de mangusso...eheheheheh
um abraço, th


De ana a 6 de Fevereiro de 2006 às 11:30
São rosas, Senhor, são rosas. Para lá da sátira, estão as flores, o lirismo, o poema.


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