Sexta-feira, 3 de Março de 2006

Hoffman-Capote (ou Capote-Hoffman?)

capote.JPG

Pode ser-se repelente, nesse registo infame do sentimentalismo egocêntrico, sendo genial? Pode. Veja-se o caso de Truman Capote. E quando a genialidade tremelica, os copos transbordam e a cocaína fica mais branca, resta o sucesso, restando o uso de mestre no tilintar das chaves dos cliques aos adoradores da fama. Que esses nunca faltam, nunca se cansando de acartar achas da fogueira para o altar das projecções de identidades incompletas.

Pode ser-se actor de excepção, vestindo a pele do personagem até lhe chegar dentro do osso? Pode. Veja-se o caso de Philip Seymour Hoffman.

Pode conjugar-se um escritor genial e repelente (Truman Capote) com um actor de excepção (Philip Seymour Hoffman) e fazer um filme que incomoda? Pode. Veja-se o filme de Bennett Miller.

Pode amar-se e detestar-se o mesmo filme? Pode. Veja-se Capote.
publicado por João Tunes às 15:07
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1 comentário:
De Ana a 3 de Março de 2006 às 15:28
Parece uma boa sugestão, para um fim de semana que se anuncia de chuva.
Já vi a apresentação do filme e deixou-me vontade de vê-lo.


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