Domingo, 12 de Fevereiro de 2006

CONTO CURTO PARA LER EM DOMINGO DE SOL

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O tempo arrebita. Com um solinho quente e limpo de mudança para dias melhores, escorraçado que é o frio que já chateava. A chuva parece que também já se foi, não chateia mais. [na seca, na próxima seca, na seca que aí vem, nos lembraremos dela, a chuva, quando nos chatear a sua míngua, pedindo-a e nem que isso custe irmos a Fátima a pé]

Quando assim é, perdemos um ror de tempo a decidir o que fazer. É o fascínio cego e empatado com tanta escolha. Levar o cão a correr, feito maluco, areal fora e construindo, ele para ele, ele para nós, castelos íntimos em escavações sem fim e de que desiste só depois de lá enfiar o focinho e ter medo de se perder no meio da terra? Apanhar as primeira flores húmidas ou nem que seja uma molhada de trevos e de azedas? Petiscar numa esplanada voltada para o mar? Atirar o blusão para o lado e dançar praia fora a experimentar a espuma da maré nas biqueiras dos sapatos? Arrastar um livro para ter o prazer de não o ler pela traição combinada com a modorra do sol que nos aquece as lentes dos óculos? Espreitar uma mulher bonita (quem mais merece sol?) a desfilar, inventando-lhe o desfile e como se desfilasse só para nós?

Pois hoje, por causa do sol, o problema foi escolher. Merecendo o sol de dezoito graus. [e ainda vamos em meio de Fevereiro]

Para não ficar credor do tempo, eu escolhi rápido. Fiquei-me, por homenagem ao sol, este sol madruga, a ler escrita de primeira água que me entrou computador dentro - este conto curto. Quer-se dizer: não fugi, encontrei-me. Ou fiquei, mais uma vez, prisioneiro do tempo e não fui além do calor de camarada. E que tal está o sol ali fora?
publicado por João Tunes às 15:32
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3 comentários:
De ana a 14 de Fevereiro de 2006 às 16:57
O cão nem é meu, é do meu filho, mas eu acompanho-o a passeá-lo aos fins de semana.
Então, no seu caso, a culpa é do caniche !
Coitado do bicho, tem as costas largas...
Ou será que esplanada, com solzinho, é mais cómodo do que passeata ?


De Joo a 14 de Fevereiro de 2006 às 15:47
Eu vi o seu cão no seu blogue. Um espectáculo (os meus cunhados têm um tal e qual). Falta-me um cão assim. O destino só me permitiu o direito a uma espécie(simpática) de semi-caniche. Assim, se não saí em dia de sol, a culpa não foi minha, foi do cão.


De ana a 12 de Fevereiro de 2006 às 19:37
O conto li-o agora.
Obrigada por nos indicar boas leituras.
O sol, a mim, levou-me para o pinhal, com cão e tudo...


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