Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

AINDA DEMASIADO MOUROS?

violencia.jpg

Leio sobre a violência doméstica em Portugal:

”As vítimas são sobretudo mulheres, facto que é mais visível fora dos grandes centros urbanos. A GNR regista 97% de queixosas do sexo feminino, percentagem que desce para 81% na PSP. A ordem é inversa quanto aos agressores, em regra os maridos ou companheiros. É o resultado do "enraizamento sócio-cultural da desigualdade de género", explica a Elza Pais, e "que se tem transmitido de geração em geração".”

E fico a pensar, salsichando de fresco (sem ofensa a Mahomé):

- É esta parte, a grande parte que falta para sermos europeus, que nos recorda como a ocupação muçulmana da Península não foi há muito tempo como às vezes parece que foi. Agora, transformem os turcos da Anatólia em europeus, ou estiquem a Europa até à Ásia Menor, e o problema desaparece, ou relativiza-se, passando a “peanuts”. Grande vantagem – juntamente com os espanhóis do sul, deixaremos de ser os mais “mouros” da Europa.
publicado por João Tunes às 15:32
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3 comentários:
De Joo a 17 de Fevereiro de 2006 às 22:16
Caro Machado da Graça, não conheço dados que demonstre que os minhotos batem mais nas minhotas que mais para sul. Mas são nítidas as barreiras de diferenciação homem/mulher, andando de norte para sul, no sul e onde a presença "moura" foi mais persistente (no Alentejo, é nítido nos lugares de conviviabilidade e até de canto - homens para um lado, mulheres para outro), bem como na repartição do trabalho camponês - "os" semeadores, "os" apanhadores de cortiça, "as" ceifeiras, "as" mondadeiras, etc. E quantas mulheres cantam nos só masculinos coros alentejanos (onde há homens, alguns geniais, que têm de prover a lacuna da voz feminina)? Nada de grave, mas são sinais de herança cultural. No mínimo, dá para os do norte brincarem com os do sul e vice-versa. Quanto ás suas apreensões sobre a Síria e o Irão aí é que, se calhar, a porca (com perdão de Mahomé) torce o rabo. Que eles estão a pedi-las, estão, talvez perdendo pela demora, mas por agora e aqui me ficando. Mas deixemos isso, de imediato preocupa-me mais a xinfrineira que os radicais da guerra santa daí fizeram, ou continuam a fazer, contra o "Savana" com autos de fé e histeria de ameaça, só porque foi dada estampa ao raio dos "cartoons". E ninguém os recambia para Meca? Bolas!, nem o Guebuza, que tem tão larga experiência quando "recambiava" que se fartava para o Niassa?


De machado da graa a 17 de Fevereiro de 2006 às 18:33
Caro João Tunes

Não percebi bem est5e post. O que é que a violência doméstica tem a ver com os mouros? A estatística citada não refere se há mais casos de violência no sul ou no norte. Não serão os descendentes dos celtas, de olhos azuis, no Minho, quem mais bate nas respectivas?
Tenho a sensação que quem está a manipular esta história das caricaturas está a conseguir o que pretende: transformar os europeus em aliados de um ataque ao Irão ou à Siria.
Oxalá (inch Allah) me engane!

Machado


De Ana a 16 de Fevereiro de 2006 às 15:40
Este post toca um ponto nevrálgico da nossa sociedade. Eu, que sem complexos me digo moura, reconheço que este é um mau resquício de ocupações que nenhuma "reconquista cristã" soube ou quis alterar.


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