Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

HOMENAGEM EM FORMA DE CABRA

cabracega_mito[1].jpg

João Cabral, tua cabra (*)
tensa, rude, agreste mola,
só cabra porque se isola
onde não há porta que abra

para outro fim que não seja
ser imaterial, mas sendo
o osso do osso, aprendendo
da alada, lírica narceja

o voo em atitude exacta,
está presente na paisagem
como coisa, não miragem
inconcreta, embora grata.

Está por dentro de si, toda.
Cabra até aos cascos finos,
confidente de meninos,
mote em cantiga-de-roda.

Está, João Cabral, bastante
no lugar, no tempo, só.
Cabra mito, sol-e-dó,
vento e calor do levante.

De Daniel Filipe (poeta caboverdiano e combatente contra o fascismo português)

(*) – Homenagem a este genial poema do brasileiro imortal João Cabral de Melo Neto

Nota: Agradeço ao Rui Guilherme a boa lembrança. E que me desculpe mais um gamanço.
publicado por João Tunes às 23:07
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De Rui Guilherme a 17 de Fevereiro de 2006 às 18:46
inverta-se: que agradeço a partilha. abraço!


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. HONRA A GARY COOPER

. Efeméride ao cair do pano

. E VÃO DOIS, QUE DOIS

. AFINAL…

. DESABAFO MASOQUISTA

. Bom fim-de-semana

. CHE E AS MAMAS DA VIZINHA

. AINDA (SEMPRE) MÁRIO PINT...

. CAMILA VAI PARA A TROPA

.arquivos

. Setembro 2007

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds