Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006

O MANGUSSO ZARPOU…

espera_2.JPG

… e as pitinhas ficam em espera, em espera.

[Uso o que costumo usar em casos destes. Ficar com a ponta da tristeza virada para dentro, lamentando menos uma acha que me alimentava a chama de leitura boa na lareira de companhia. Mas se gosto das palavras quando bem escritas como negar o seu direito à recolha do silêncio? E há coisa mais nobre e faladora que o silêncio?]

Mas repara só no que fizeste, caro Carlos. Encerras o Xicuembo e a terra tremeu em Maputo… Pelo visto, lá as entranhas que te espreitaram, de dentro da terra, o crescimento das solas dos pés de caminheiro de sonhos e palavras, não apreciaram teres metido trancas à porta.

E, ó Mangusso, deixas as pitinhas por aí esperando sem esperança de consolo?
publicado por João Tunes às 12:27
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8 comentários:
De mariana a 19 de Novembro de 2006 às 13:25
k merda de conversa!


De Ana a 24 de Fevereiro de 2006 às 15:30
Não compare, João, o que não é comparável...
A estima do mangusso por si é de maior dimensão, muito maior, sem a menor dúvida. Mas Vc sabe, de homem para homem, sempre se evita aquilo que alguém pudesse chamar de lamechice...
Obrigada por esse condicional e imaginado abraço.


De Carlos a 24 de Fevereiro de 2006 às 10:56
ehehehe


De Joo a 23 de Fevereiro de 2006 às 22:11
Também é isso: um mangusso por muito que queira disfarçar, não passa de um mangusso. Eu escrevi-lhe talvez uma das coisas mais bonitas que escrevi (quanto a ser sentida, não admito discussão) e ele patati patatá. Mas como macho que é, habituado a rapinar nas penas da lezíria, não lhe interessa ao meu bater de penas. Vem a Ana, a estimada Ana, abana as asas, diz patatá patati, o mangusso derrete-se e até molha a escrita (sentido, garanto eu, porque o Carlos não é mangusso de aviário nem toca em ração fabricada que seja). E consegue que a Ana faça discurso de mangussa. E eu a ver. Obrigado aos dois porque confirmaram o meu post. Ser pretexto é nobre função. Espero que isto seja lido pelo lado da alegria da trilogia amiga e comigo metido num vértice e vocês dois, estimados companheiros, como irmãos adjacentes. E o mundo aqui tão perto... Se me estivessem à mão de semear, grande abraço duplo vos dava! Até depois.


De ana a 23 de Fevereiro de 2006 às 17:07
Carlos, ainda bem que há momentos especiais nas nossas vidas.
Cada vida fica bonita somando segundos especiais.
Eu já tive muitos segundos especiais, lendo coisas do João e tuas. E não quero ninguém por perto, feito voyeur de funerais, mas admiro quem faz tudo, mesmo tudo, para salvar um casamento. Repensar, retirar-se e reencontrar-se são ritos purificadores. Todos os necessitamos uma vez por outra. E não é obrigatório ser perfeito. Somos humanos, afinal. Importante não é lamentar o que já não somos. Importante é ir à luta por aquilo que ainda podemos ser. Abraço. Até qualquer dia...


De Carlos a 23 de Fevereiro de 2006 às 15:33
Ana: porra (desculpa, mas!) molhaste-me a cara, hoje, hoje que ando zonzo aqui e ali, ridículo voyeur do meu funeral. Sabes, eu já não estava a conseguir escrever assim, a net estava a castrar-me e sentia-o dia a dia, texto a texto. Saturado, rotinado, medroso até (? sei lá pk!)
Eu precisava parar e estou a fazê-lo, como aqueles esposos que tudo fazem para salvar um casamento, entendes? pois, as memórias, o passado, o que foi e o que daí fui, etc etc, isso era o que estava só a sobrar: o virginal do meu Xicuembo era só memória, tanta letra excessivamente ponderada, pesada, lupada! o 'dia dos namorados' significa o que eu quero reencontrar e estava lá, diariamnete, a erder. E quero saber se foi-se de vez ou ainda cá está, se (me) encontro. Muito obrigado pelo que disseste, é a primeira lágrima do meu funeral, e banhei-me em ternura com ela. chorar faz bem, lava. E foi tão instintivo, estava a ler-te a a p... da lágrima a rolar! foi, foste, o meu momento especial, repito o Obrigado. Até um dia destes, quem sabe (eu é k não sei, não...)


De ana a 23 de Fevereiro de 2006 às 14:56
Não gostei desta notícia.
O seu amigo, João, escreveu no blog dele o post mais lindo que li sobre o dia dos namorados.
Um mar de ternura, uma escrita perfeita, a beleza do amor paternal a saltar das letras.
E agora vai parar de escrever. Respeitando-lhe a vontade, reste-nos a esperança de que, um dia destes, lhe volte o vício.


De Carlos a 23 de Fevereiro de 2006 às 12:43
precisava parar, João. Isto já era uma agonia, não um prazer. E mais uns tantos blás-blás, que não é por o serem que perdem ess~encia verdadeira.
A gente v~e-se. Abração


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