Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006

“Todo mundo al suelo!”

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Em 23 de Fevereiro de 1981, um tenente-coronel golpista e fascistóide, chamado Antonio Tejero Molina, com a inteligência do pistolão que tinha na mão e o sentido da decência, da democracia e da liberdade parecido ao chapéu de lata em tricórnio que lhe emoldurava o défice em neurónios, teve o sonho déspota e quarteleiro de calar a democracia em Espanha. E soltou esse grito hediondo perante os deputados eleitos - “Todo mundo al suelo!”.

Agora, perante o processo de novo Estatuto para a Catalunha, Tejero continua a vociferar, publicando carta de ameaça, em que diz: ”"¿Acaso nos creen aún más borregos de lo que somos? ¿Es que no van a parar de echarnos avispas para que se nos hinchen las narices y tiremos por la calle de en medio?".

O franquismo ainda circula por ali. Demais. Adormecer a memória também dá nisto.
publicado por João Tunes às 17:15
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3 comentários:
De Ana a 24 de Fevereiro de 2006 às 15:20
João, não sou apologista de culpas que morrem solteiras, nem branqueadora de "sujos" de ninguém.
Admito as suas razões para criticar o uso que fiz da palavra "erros", quando poderia ter dito "crimes". Não se iniba de dizer, mesmo aqui, se lhe aprouver (o blog é seu, além do mais), tudo o que lhe merece reparo, que eu sou pessoa de aceitar críticas desde que lhes reconheça fundamento, como é o caso.


De Joo a 23 de Fevereiro de 2006 às 23:26
Hoje decidi não comentar (aqui) "erros evitáveis" do franquismo, pq recuso usar a mesma medida daqueles que escusam o estalinismo pelos seus "erros e desvios" (solteira ficando a responsabilidade pelos seus milhões de assassinados). E desde quando um fuzilado, por dicordar, é um "erro com consequência penosa"? E qual a dúvida que, sendo Espanha um Estado de vários povos, seja (ou esteja a construir-se como) uma Nação?


De ana a 23 de Fevereiro de 2006 às 22:02
Perder a memória (ou adormecê-la)é perigoso: voltam-se a cometer erros evitáveis. De consequências penosas, tantas vezes. Espanha é um caso complicado, pelo que ainda há de franquismo e pela não-Nação que é, ninguém se iluda. Estado, sim, Nação, alto lá.


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